A Onda Limpa

A Onda Limpa

14 de agosto de 2019 0 Por Lucas Vieira Pires

Matéria produzida por: João Victor Thomaz, Lucas Pires, Mariana Colpas, Matheus Pardellas, Patrick Garrido e Yuri Murta.

Nesta quarta-feira (14) é comemorado o Dia do Combate à Poluição, que tem como objetivo alertar a sociedade brasileira sobre os riscos dos efeitos antrópicos, feitos pelo homem, no meio ambiente. Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Brasil é o quarto país que mais produz lixo plástico.

A praia, ponto turístico e de lazer, é um dos lugares mais poluídos do país. De acordo com o Boletim de Poluição da Marinha, de maio desse ano, são encontradas 8 milhões de toneladas de plástico por ano em oceanos. Como forma de protesto, a população carioca se uniu nas orlas da Barra da Tijuca e do Recreio para um abraço coletivo, que reuniu 18 mil pessoas em prol da conscientização ambiental.

Buscando reverter parte deste cenário, algumas ONGs e pessoas tiveram a iniciativa de tentar diminuir a poluição nas praias. A estudante carioca de 18 anos, Ana Beatriz Pires, é uma delas que, junto com os amigos, cata lixo para, pelo menos, fazer sua parte nessa luta. “É importante para manter o espaço em que a gente vive limpo, é como se fosse a nossa casa”.

A ONG Esmeralda é uma organização de Ubatuba, São Paulo, que surgiu a partir da reflexão do surfista, Danilo Tauil: “A natureza nos oferece tanto… O que nós fazemos por ela?” A partir do estalo, fundou a ONG que tem como objetivo limpar praias ao redor do país. Em chamadas “Ondas Verdes”, eles escolhem o destino que tem maior necessidade. Uma vez definido o local, os voluntários se encontram e recebem equipamentos (duas sacolas biodegradáveis e sacolas de papel orgânico para distribuírem aos banhistas).

Marcella Abifadel, advogada de 23 anos e participante ativa da organização, falou mais sobre: “A coleta é feita de forma manual, em grupo, e a separação é de responsabilidade do próprio voluntário enquanto caminhamos”. Ao término, o lixo é encaminhado para a Associação de Reciclagem Coco Verde. O lixômetro da ONG já marca incríveis 2.618 quilos, ou seja, mais de duas toneladas de micro lixo. 

“Quando entendemos que vivemos coletivamente dentro de um planeta, não existe “jogar fora” e nem “não tenho nada a ver com isso”. Fazer nossa parte é incrível, mas fazer um pouco mais que isso é o que vai fazer a diferença.”

Ao total, desde que foi criada em 2017, já foram 29 mutirões com mais de 1.000 participantes voluntários. A próxima acontece no dia 25 de agosto, em Itaguá (Ubatuba-SP).