CIPA: Segurança dos trabalhadores

CIPA: Segurança dos trabalhadores

9 de agosto de 2018 0 Por Letícia Rivoli

* Reportagem de Beatriz Lessa, Letícia Rivoli, Vinicius Soares

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), regulada pelo Ministério de Trabalho (MTE), em 1978, acompanha a vida dos trabalhadores de uma empresa, visando a segurança, os direitos e a saúde do trabalhador perante a instituição. Na Escola Superior de Propaganda e Marketing ( ESPM ), o grupo é formado por nove funcionários, que tem como sua principal vantagem valorizar a visão destes a respeito das próprias condições onde trabalham.

Logo da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)/ Divulgação

A secretária suplente Aline Ramos, 41 anos, afirma que é através do grupo que problemas são resolvidos e direitos são reivindicados. “Sem ela [CIPA], as pessoas que estão trabalhando não estão de fato prestando atenção em detalhes que podem causar problemas para elas”.  Entretanto, Aline comenta que a fiscalização do grupo deve ser benéfica para ambas as partes. “Os funcionários também cometem erros deixam de cumprir processos e acabam prejudicando a própria saúde, assim ela [CIPA] se torna importante também para a empresa”.

O professor de Audiovisual Gabriel F. Marinho, 34 anos, concorda com a secretária suplente e esclarece a relevância dessa comissão. “Quando a gente olha para o histórico da relação entre empresas e funcionários tanto no Brasil como no mundo, [a segurança] é uma questão negligenciada. Dessa forma, a CIPA vem para encontrar um ponto em comum entre as demandas da empresa e o resguardo do trabalhador”.

Raquel Nunes, 39 anos, supervisora administrativa da ESPM e atual presidente da CIPA conta um pouco sobre a dinâmica de escolha dos participantes do grupo. “Os membros da comissão são selecionados por meio de uma eleição, sendo que cada mandato dura um ano. Metade dos que formam o grupo são eleitos por indicação feito pelos funcionários, e a outra metade, a instituição é quem escolhe”.

A presidente também revela como funciona essa experiência. “Nas reuniões mensais discutimos as possibilidades de acidentes e quais providências tomar. Têm planos de trabalho e vistorias. Assim, a gente gera relatórios a cada encontro e informa as áreas responsáveis dos possíveis riscos”. A supervisora deixa claro que os alunos também são beneficiados. “O público externo é favorecido nesse processo, através das vistorias e o cuidado do ambiente em que todos estão”.