‘A atuação das jornalistas é permeada por barreiras de gênero’

O cerceamento ao trabalho de jornalistas mulheres devido ao comportamento de fontes e do assédio é uma das barreiras cotidianas que as profissionais da área enfrentam. A afirmação é da editora-adjunta de País do jornal O Globo e diretora da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Maiá Menezes, que conduz pesquisa sobre assédio a mulheres jornalistas. Ela participará, junto com a jornalista Flávia Oliveira, colunista de O Globo e comentarista do estúdio I e da CBN, entre outros, da mesa sobre Cobertura de Gêneros no Jornalismo, no primeiro dia da 4ª Semana de Jornalismo (06/11) da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Rio, no auditório da faculdade (Rua do Rosário, 90).

Jornalistas Maiá Menezes e Flávia Oliveira

Vencedora de importantes prêmios da área de Comunicação Social, como o Esso de Jornalismo e Rey de España, Maiá também foi repórter de política do jornal O Dia e O Globo. De acordo com ela, a ideia de fazer a pesquisa sobre assédio a mulheres surgiu em 2016, pois esta se tornou uma preocupação crucial para a Abraji . A parceria com a Gênero e Número, organização de mídia independente, foi iniciada ao longo do mesmo ano. A pesquisa já foi concluída e os dados estão sendo organizados: cerca de 700 mulheres que trabalham em redações participaram.

Para Maiá, as jornalistas são a maioria na área de atuação, porém o ambiente de trabalho é essencialmente comandado por homens. “A atuação das jornalistas, em seu cotidiano, é permeada por barreiras de gênero. A notícia boa é que os incômodos, antes naturalizados por nós, mulheres, estão vindo à tona. Uma revolução em curso também no jornalismo” diz.

A jornalista Flávia de Oliveira será a outra palestrante do dia. Sua trajetória passa pela cobertura de economia, indicadores sociais, desigualdades de gênero e raça e segurança pública. Ela é colunista do jornal O Globo e comenta economia no Estúdio I, do canal Globo News, e no CBN Rio, da rádio CBN.  Além disso, apresenta a temporada 2017 do programa TED: Compartilhando Ideias, do Canal Futura; é membro dos conselhos consultivos da Anistia Internacional Brasil, da ONG Uma Gota no Oceano e do Instituto Coca-Cola Brasil. Integra também a comissão de matriz africana do Museu do Amanhã, no Rio, e é colaboradora da ONG Educafro.

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