Bancas: jornais, revistas e muito mais

  • Reportagem de Isadora Ortiz

Em meio à crise que assombra o país, pequenos e grandes empreendedores que tinham seus negócios voltados para um único produto tiveram que se adaptar ao mercado e garantir novos atrativos para a clientela, cada vez mais exigente. Foi o caso de muitos donos de bancas de jornal e revista, que também devido à queda do número de leitores do jornal físico resolveram incrementar seus estabelecimentos comerciais com os mais diversos tipos de mercadorias.

Adesivos diversos na banca (Foto: Isadora Ortiz)

Na zona norte do Rio, mais precisamente no Norte Shopping, Del Castilho, encontram-se duas que souberam muito bem superar as dificuldades e manter a freguesia sempre por perto. A primeira, que tem o formato característico das bancas de rua e está localizada no estacionamento há dezessete anos, investe no famoso cafezinho carioca acompanhado de bolos, balas, refrescos, água de coco e adesivos para automóveis. No entanto, Amanda Rodrigues, funcionária de lá há oito anos, afirma que ainda assim, o principal interesse dos compradores são os jornais. Perguntada se a localização ajuda nas vendas, ela conta que isso hoje é fundamental: “por estarmos no estacionamento e perto de um supermercado, as pessoas são brigadas a passar por nós e acabam parando pra lanchar, fora que a segurança aqui é melhor do que a da rua”.

Venda de cocos e outros alimentos na banca de jornais (Foto: Isadora Ortiz)

No subsolo do shopping fica localizada a outra a banca, esta no formato de loja mesmo, com os produtos expostos nas paredes e balcão. Funcionário do local, André Luiz Vieira, também conhecido como Magrão, conta que ali os jornais quase não saem das prateleiras e o que atrai o público são os cigarros e a loteria que divide espaço com a loja. “O pessoal vem aqui principalmente quando quer pagar uma conta, porque a gente fecha mais tarde que os bancos”.

E assim, buscando sempre chamar a atenção de quem passa, os que até pouco tempo eram chamados de “jornaleiros”, hoje vendem muito mais do que informação e transformam um lugar com aproximadamente o tamanho de um container em um minimercado, fato que tem agradado muita gente.

 

 

 

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