VLT completa um ano de funcionamento

Por: Eliza Cunha e Victoria Mancino

VLT da Linha 2. Foto: Eliza Cunha

O Veículo Leve sobre Trilhos, mais conhecido como VLT, completa hoje um ano de funcionamento. O primeiro trecho que começou a atender a população faz o trajeto de 18km entre a Rodoviária Novo Rio e o Aeroporto Santos Dumont. O transporte faz parte do Porto Maravilha, projeto de revitalização da região da Praça Mauá e foi inaugurado pela prefeitura do Rio antes das Olimpíadas. Ele foi projetado com o intuito de integrar todos os meios de transporte do Centro e da Região Portuária, como barcas, metrô, trem, aeroporto, rodoviária, teleférico e terminal de cruzeiros marítimos e teve sua segunda linha inaugurada em fevereiro deste ano.

As estações Providência e Harmonia foram inauguradas ontem (4) e devem reduzir o intervalo entre os trens. As paradas fazem parte da primeira linha que, mesmo estando em operação desde junho do ano passado, não estavam em funcionamento devido ao atraso nas obras para as Olimpíadas. No entanto, um dia após a inauguração, a circulação do VLT nas estações da região do Morro da Providência foram interrompidas devido a um tiroteio ocorrido nesta manhã.

Passado um ano da inauguração, o transporte ainda satisfaz boa parte das necessidades de quem precisa se locomover pelo Centro da Cidade, porém, segundo a estudante Luiza de Almeida (19), comparando com a época das Olimpíadas, o espaço de tempo entre a chegada de um veículo e outro era menor. Ela contou que os benefícios foram muitos, como a redução da transitoriedade e, consequentemente, a rapidez da viagem. Entretanto, Luíza acredita que seja necessário a ampliação das linhas para que o VLT possa chegar à Barra e à Zona Sul. A estudante pontuou que o transporte é também um meio de atrair turistas visto que muitos querem conhecer o Centro do Rio de dentro do VLT. “Semana passada eu estava passando pela Candelária e vi um grupo grande de italianos”, comentou.

Estação Colombo, na Rua Sete de Setembro. Foto: Victoria Mancino

O investimento da Prefeitura no transporte, que conta com 28km de extensão, até 2016, era de 1,2 bilhões de reais. Por isso, nem todos aprovaram a criação do VLT, como é o caso de Lúcia Paiva (59), moradora de São Gonçalo, que não foi a favor da construção do mesmo, pois acredita que o ônibus seja o melhor transporte para se locomover pelo Centro. Em sua opinião, a cidade era mais bonita antes da inauguração e o percurso do veículo atrapalhou o trânsito. Apesar da construção do VLT ter sido financiada pela Prefeitura do Rio, para Lúcia, o dinheiro deveria ter sido gasto com refrigeração dos ônibus que integram cidades vizinhas, como a sua.

O veículo conta com duas linhas e 31 estações, sendo 3 delas fechadas, que controlam o embarque e desembarque. A passagem custa R$ 3,80, mesmo preço da passagem do ônibus. Além disso, o VLT disponibiliza informações a respeito de seu funcionamento, em tempo real, através de sua conta no Twitter. Se o último tweet tiver sido feito há um tempo, significa que a circulação segue normal.

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