Quinta da Boa Vista volta à era medieval

Damas, plebeus, cavaleiros, arqueiros. Ao pensarmos nessas palavras, logo a era medieval vem às nossas mentes. Mas será que seria possível viver tudo isso em pleno século XXI? A resposta é sim. Foi o que aconteceu no último domingo (10/04), na Quinta da Boa Vista, Zona Norte do Rio, onde fãs do medievalismo se reuniram na II Feira Medieval Carioca, que trouxe diversas atrações para as pessoas presentes, desde seminário sobre facas de combate até banquete viking

O evento cultural teve sua primeira edição em janeiro, recebendo 350 pessoas. Ele teve origem a partir de outra feira de cenário medieval chamada Kingdoms Game Festival. Dentre as diversas atrações oferecidas, a batalha de HEMA – esgrima medieval- merece destaque. Os guerreiros que participam, são todos integrantes da Casa Vieira Turaine, grupo de praticantes do HEMA, que treinam a modalidade toda semana nos gramados da Quinta da Boa Vista. Além disso, houve também apresentação de gaita de fole, jogos antigos, arremessos de lança, danças, comidas e cervejas artesanais e produtoras de hidromel marcando presença.

Fãs vestidos a caráter na II Feira         Medieval Carioca| Matheus                               Castro

Segundo um dos organizadores, Diego Claudino, o principal objetivo da feira, por ser em um parque público, é dar uma maior acessibilidade para pessoas que não conseguem estar presentes em outros eventos do mesmo tipo no Rio. De acordo com os organizadores, o público deste ano foi de mais de 10 mil pessoas.

“Fizemos um trabalho com muito amor para que isso acontecesse, ver toda essa galera curtindo a feira é muito bacana. Só tenho a agradecer a todos que compareceram, inclusive vocês que vieram cobrir o evento. É de muita importância para gente”, afirmou Diego.

Arqueiros em exibição|                                 Matheus Castro

Dentre magos, elfos e templários passeando pelos gramados do parque, Cristina Amorim, jornalista de 44 anos, conta que foi a sua primeira vez na feira e já espera pela próxima edição.

“O que mais gostei foi a possibilidade de conseguir vivenciar na prática as nossas referências históricas de uma forma mais viva”, afirma Cristina.

 

 

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