A mulher no cinema de Hollywood

Por Mariana Gomes e Luisa Lins

Cena do documentário “E a mulher criou Hollywood”/ Foto: Divulgação

O papel feminino no cinema hollywoodiano passou por um processo de mudança na década 1910, quando as primeiras mulheres deixaram de atuar para dirigir e roteirizar os filmes.  Foi dentro desse contexto que o canal online Philos TV levou, nesta terça-feira (21/03), para o cinema Estação Net Rio, a exibição do documentário “E a mulher criou Hollywood”.

O curta francês, dirigido por Julia Kuperberg e Clara Kuperberg, lançado em 16 de maio de 2016, mostra um pouco da inserção da mulher no meio cinematográfico. Esse foi o primeiro documentário exibido pela Sessão Philos, que acontecerá uma vez por mês, de março a junho, com sessões gratuitas e debates com especialistas.

O debate que inspirou a discussão de terça-feira contou com a presença da cientista social  Samantha Brasil, cofundadora das Elviras – Coletivo de Mulheres Críticas de Cinema – e com o jornalista, escritor, pesquisador e crítico de cinema Carlos Alberto Mattos. O filme fala sobre a história de algumas das principais roteiristas de Hollywood, como Lois Weber, Mary Pickford e Dorothy Arzner.

Samantha Brasil afirma que é necessário ter um olhar despatriarcado e descolonizado sobre os filmes, já que as mulheres ainda são muito desvalorizadas nessa profissão pela prevalência da cultura do machismo. “Ao mesmo tempo que eu tenho vontade de sair correndo para assistir a todos os filmes, tenho uma tristeza, pois estamos em 2017 falando sobre a mesma coisa”, comenta Samantha sobre o fato de as mulheres ainda não serem valorizadas na profissão.

Segundo Carlos Alberto Mattos, o público acha que mulheres fazem roteiros apenas para o universo feminino, como romance.  No entanto, existem diversos filmes de outros gêneros dirigidos por elas.

 

Bate-papo com Samantha Brasil e Carlos Alberto Mattos. / Foto: Mariana Gomes

 

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